Educação

Escolas estaduais tentam antecipar férias

Governo do Estado não autoriza e maioria terá aulas até o dia 20 de março; outras terminam atividades no fim de fevereiro

Paulo Rossi -

Algumas escolas estaduais em Pelotas tentaram interromper o calendário letivo e forçar umas férias por causa do calor e da falta de estrutura para suportar temperaturas altas, mas não conseguiram. A maioria vai prosseguir com aulas até 20 de março e terá apenas um mês de férias. Apesar de a Secretaria de Educação, por pressão do Cpers-Sindicato, ter liberado para férias os professores que já tenham completado o ano letivo com os alunos, nas instituições onde a greve durou os três meses o calendário letivo não fecha neste período. Há educandários que terão dois ingressos, porque a adesão ao movimento foi encerrada em diferentes datas.

É o caso do Instituto de Educação Assis Brasil, que vai até o dia 20 de março e inicia o próximo calendário em 20 de abril. Mas as séries iniciais já estão em férias desde 29 de dezembro e voltam às aulas no fim de fevereiro, explica a vice-diretora do turno da tarde, Nara Cabral. O calor foi motivo de reclamação na escola, mas não há o que fazer agora, a não ser comprar ventiladores, pois a possibilidade não foi aceita pelo governo, explica a diretora adjunta, Marcele Silva.

Na Escola Nossa Senhora Medianeira o calor também levou a direção a cogitar férias neste período, o que também não foi autorizado. O calendário letivo 2017 encerra na instituição no dia 26 de fevereiro e o próximo inicia em 2 de abril. De acordo com o diretor-geral do 24º Núcleo do Cpers-Sindicato, Mauro Amaral, algumas escolas estão com dificuldade para enfrentar o verão, pela estrutura precária que têm, com ventiladores estragados. A Nossa Senhora de Lourdes, com ar-condicionado, não consegue colocá-los em funcionamento porque a rede de energia elétrica cai.

A direção central do Cpers reuniu-se na última semana com o governo do Estado, quando reiterou que nas escolas onde já foi encerrado o ano letivo com os alunos, os professores sejam liberados para gozarem as suas férias. No encontro foi reafirmado acordo nesse sentido. A orientação é de que ao cumprir o calendário de 200 dias, 800 horas ou mil horas, os professores tenham seu período de descanso, ressalta a assessora do Departamento Pedagógico da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRE), Rose Cardoso.

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